O que os romanos tem a ver com o meu vinho?

O vinho é uma bebida amplamente apreciada nos dias de hoje, mas a sua história está muito ligada aos antigos romanos, que não foram os inventores da bebida, mas aperfeiçoaram em muito a sua produção.

Tudo começava com o vinho que era colhido e pisado, porém a diferença estava na sua armazenagem para a fermentação: era colocado em grandes jarros de terracota que eram impermeabilizados com cera de abelha e enterrados no solo.

Existem indícios de que o vinho romano era muito parecido com o vinho produzido no sul da Itália. A semelhança é tanta que até as ferramentas de uso agrícola se repetem, isso mostra que aconteceu uma clara derivação onde o vinho italiano atual descende do romano.

É possível afirmar que o grande descendente dos vinhos romanos tem nome: Marsala. Nomenclatura que deriva da expressão árabe Marsah-el-Allah, que significa “portão de Deus”.

A história desse vinho é a grande ponte entre os sabores de Roma e os nossos. Durante uma tempestade no século XVIII, um comerciante chamado John Woodhouse foi forçado a atracar seu navio no porto da cidade de Marsala, Sicília. Ali ele provou do vinho artesanal em uma taberna e resolveu levar um pouco para revender na sua terra natal.

Para evitar problemas de conservação, ele adicionou aguardente de vinho nos barris, e chegando na Inglaterra, percebeu que o vinho havia se tornado mais encorpado e forte, com um sabor muito melhor! Essa receita derivada dos vinhos romanos sobreviventes foi chamada de Marsala e se tornou o principal representante dos vinhos fortificados, com seus sabores e cores únicos. Um vinho muito apreciado ao redor do mundo.

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