A cozinha italiana na Renascença

A gastronomia é uma arte tão antiga quanto a humanidade. Ela se desenvolveu e alterou com o passar dos séculos, assim como toda criação humana. Muitos escritores da Renascença descreveram em suas obras as mesas fartas dos banquetes da época e fizeram odes aos alimentos e aos prazeres de comer.

Por conta dessa paixão, hoje sabemos como eram os pratos e tudo o que envolvia a culinária do período. Então, que tal descobrir um pouco mais sobre o que se comia nesse momento tão rico da história mundial?

A literatura gastronômica nasceu na Itália entre os séculos XIII e XIV, quando os hábitos alimentares começavam a se diferenciar da tradicional cozinha medieval de matriz romana e se tornava mais tipicamente renascentista. Nessa época, as receitas, ingredientes e sabores eram unificados por normas sociais.

A nobreza tinha o privilégio de poder se alimentar dos produtos da caça e da pesca por exemplo, além de contar com o uso maciço de especiarias, que eram um símbolo de status real no período.

Por sua vez, o povo se alimentava com o que era oferecido pelo solo ou pelo mercado. Isso deu origem às características regionais específicas como a cozinha meridional e o uso do azeite, ou a setentrional que é baseada na utilização de gorduras de origem animal, como a banha e a manteiga.

O século XVI foi o período mais brilhante da Renascença italiana e isso se refletiu na culinária e no comportamento à mesa. É nessa época que aparecem pela primeira vez o garfo, o copo individual, os palitos, guardanapos e muitos outros utensílios de uso gastronômico. O período também é responsável pelo nascimento das profissões ligadas à área da culinária, que influenciaram as ocupações que conhecemos hoje.

Como não poderia deixar de ser, o período também foi marcado pelos novos ingredientes que passaram a ser utilizados. O uso das especiarias cresceu bastante na época, principalmente após a descoberta das Américas. Assim, novos produtos chegaram à Itália, como a pimenta, a canela e a sálvia.

As novas especiarias eram apreciadas por darem mais cor, sabor e aroma aos alimentos. Porém, muitas vezes eram utilizadas apenas como uma prova de poder aquisitivo. Na época, mostrar-se capaz de comprar especiarias e alimentos frescos era questão de status. Além disso, as especiarias também eram utilizadas para fins farmacêuticos, para conservar os alimentos e para perfumar os ambientes.

Havia números musicais, apresentações teatrais e acrobatas para entreter os convidados durante os banquetes renascentistas. Inclusive, esculturas feitas de açúcar eram construídas com o único propósito de surpreender os presentes.

Animais também eram levados à mesa com o mesmo propósito. Porcos, bezerros e até pavões, entre outros animais, eram decorados com prata e ouro para serem apreciados. Ainda que eles fossem comestíveis, não eram consumidos. Eles serviam apenas como troféus para exibir a riqueza do anfitrião.

Outro exemplo curioso da vontade de decorar o banquete para impressionar os convidados eram os ricos saleiros do período, que tinham função representativa e não de temperar a comida. Até haviam saleiros com sal nos eventos da época, mas estes eram mais modestos.

A comida servida nos banquetes era bem diferente da que consumimos hoje. Não existiam pratos fixos, mas sim serviços de carne, peixe, verduras e doces. Aliás, estes eram oferecidos durante a refeição e não somente no final. O açúcar estava presente em todos os pratos e tinha a finalidade de balancear o gosto. Na época, os alimentos eram muito salgados devido ao uso do sal como conservante de comida.

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